INFANTIS ! Quem?

23 Abril, 2007

 

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Ontem fui assistir a um torneio de Taekwondo Infantil, aqui perto de casa, em que participava a minha sobrinha de 8 anos e mais uma vez assisti decepcionado à atitude do publico na sua grande maioria acompanhantes e familiares dos atletas em prova, este publico comporta-se como num jogo de futebol, insulta os árbitros, usa frases de incentivo do tipo “dá-lhe, dá-lhe agora”, mas o que é isto? Estamos num circo romano? Há que ter cuidado com as palavras (o mesmo “dá-lhe” tem sentido diferente se for num jogo de ténis do que num desporto de combate) Serão os filhos que tem de educar os pais a comportar-se? Afinal quem são os adultos e quem são as crianças? Quando é que metem na cabeça que são crianças que estão a ver? Não são adultos profissionais.

E como senão bastasse, alguns ainda ameaçam os filhos por não ganharem, e quase chegam a vias de facto com apoiantes contrários. Enfim muito triste…

Hoje, faço a primeira visita diária ao ekarate e leio um texto sobre o C.N. Pré-Infantis a Juvenis a fazer também referência a este tipo de comportamento…

Será que os Treinadores/Mestres não poderiam tentar sensibilizar os familiares dos atletas para o comportamento destes nos eventos e no próprio acompanhamento do atleta? Sei que não lhes deveria competir esse papel, mas em face do que se vê…

È que estou a falar de atletas Infantis!


2º Curso de Hwarang Kumdo

16 Abril, 2007

Este fim de semana, participei em mais um curso da Arte do Sabre Coreano, neste curso com mais participantes que o primeiro, o Mestre José Castro mostrou-nos técnicas mais complexas, umas em corrida e finalização em salto e corte, outras também na posição estática do cavaleiro de ferro (Kiba Dachi) com rotação da anca, duas formas (Kata) uma básica e outra avançada, treinámos também as bases aprendidas no 1º Curso, assim como sequências de técnicas com parceiro atacando e defendendo alternadamente um e outro, e mais uma vez e para não variar um ambiente excelente de partilha de conhecimentos e convívio entre praticantes de diferentes modalidades, ou seja mais um excelente curso na sequência do primeiro. O próximo lá para Junho parece-me que será em Évora, quero ver se não falto…

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Nas fotos: A equipa de Karaté com Mestre José Castro e na outra com a minha filha e o meu irmão.

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Ainda o Shobu Ippon

9 Abril, 2007

Já agora na mesma linha de pensamento do post anterior, se os antigos pensassem que se poderia acabar um combate com um único golpe as Katas seriam bem diferentes, não acham?

Continuando… nas Katas encontramos técnicas proibidas em competição, logicamente por serem consideradas perigosas (eficazes). Porque no tempo em que foram criadas interessava preservar as técnicas preciosas, que podiam salvar a vida de quem tinha de as utilizar. Ocorre-me então este pensamento… em quantas Katas aparece um mawashi geri, um ura mawashi, um ushiro geri ou um ushiro ura mawashi geri?


Shobu Ippon

6 Abril, 2007

sippon.jpgNa semana que passou no final de mais um treino conversou-se sobre as diferenças entre a competição da WKF e a da JKA e WUKO , na altura ficou no ar a ideia que a competição da JKA e WUKO em Shobu Ippon em que o primeiro a marcar ganha, baseado num único golpe, seria mais técnico porque exigia uma maior precisão, controlo, timming, distancia, antecipação, etc…das técnicas aplicadas.
No entanto penso que este tipo de competição embora possa exigir um maior grau técnico (discutível) do que a competição da WKF, acaba por apesar de tudo se assemelhar menos com a realidade de um combate livre, uma vez que acabar um combate com um único golpe será na maior parte das vezes, não digo todas, irreal, a não ser que nesse combate se use técnicas que são proibidas no Shobu Ippon tais como cotovelos, joelhos, ataques aos olhos, garganta, genitais, etc… e portanto para mim o Shobu Ippon terá o seu valor como uma via para o aperfeiçoamento técnico do karateka mas por outro lado, não o prepara para o combate livre real, acho até o contrario, que o ilude com a fantasia de acabar um combate livre real com um único golpe, pode até acontecer, mas…