Kyusho Jitsu

16 Março, 2009

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Há muito tempo que ouvia falar no Kyusho, e das pessoas com que falei e que já tinham experimentado  só ouvi dizer bem, desta arte da manipulação dos pontos vitais.

Então este Sábado resolvi ir experimentar mais o meu irmão, e fomos a Queluz, lá chegados fomos logo abordados pelo Paulo Oliveira que pelas nossas caras a olhar um bocado à toa, nos perguntou se vínhamos para o Kyusho, entretanto chegou o Ricardo Gama representante em Portugal da Kyusho Internacional e que ia dirigir o encontro, e logo de seguida conhecemos o mestre anfitrião do Dojo o Álvaro Silva (não gosta que lhe chamem Mestre… :) embora o seja). Ainda nos balneários o Paulo Oliveira deu-nos uma breve introdução em que consistia o Kyusho e o que os iniciados por vezes sentiam ou pensavam sobre o mesmo.

Depois de um breve aquecimento, e do Ricardo Gama ter continuado a introdução sobre o Kyusho, começou o treino e logo pelas reanimações, depois seguiu pelo (como ainda não sei os nomes dos pontos escrevo assim)  ponto no pulso, ponto no pulso+ponto no bicípite, ponto no pulso+ponto no bicípite+ponto no pescoço, ponto no Y do tricípite, aplicação de bloqueio de Karaté no ponto do tricípite, ponto do queixo 3 tipos de pressão, ponto no fémur parte de dentro 4 dedos acima do joelho, isto tudo em duas horas, ou seja muita informação para este primeiro encontro mas que na verdade é uma pequeníssima parte da pontinha do icebergue que é o Kyusho, devo dizer que gostei muito e que fiquei convencido tal como o meu irmão,  e ávidos de saber mais e treinar mais, entretanto até ao próximo encontro iremos treinar os dois aquilo que já iniciamos, até porque o treino de Kyusho não se esquece facilmente é que mesmo passados uns dias ainda sabemos quais foram os pontos que foram tocados ou porque os sentimos doridos ou por vermos as marcas :) . Acho que as pessoas para gostarem do Kyusho só têm mesmo é de ir ao primeiro encontro, a partir daí penso que todas ficam convencidas não só da eficácia do mesmo como na janela de oportunidades de aplicação na sua própria arte marcial  e logo na sua valorização. Penso que depois de um certo tempo de prática, vamos deixar de ver o nosso oponente em três partes alvo, cabeça tronco e membros e passaremos a vê-lo com vários pontos alvo.

Atenção ainda à parte curativa, que foi o que me levou inicialmente a interessar mais pelo Kyusho, mas isso,  para lá das reanimações que já treinei fica para os próximos encontros.

Devo agradecer ao Ricardo Gama pela simpatia e pela boa transmissão dos seus vastos conhecimentos de uma forma descontraída e detalhada das técnicas treinadas, foi um privilégio termos treinado com ele. Uma referencia também para a cordialidade entre todos os que participaram neste encontro.

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Karaté e Defesa Pessoal

10 Março, 2009

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Quando quase no fim de uma aula de Karaté se ouve dizer que vamos treinar técnicas de Defesa Pessoal, o aluno poderá pensar…então e as técnicas de Karaté que estivemos a treinar, nas Katas, Kumité e no Kihon não são técnicas de defesa pessoal também?

E a resposta é que são, só que algumas dessas técnicas de Karaté podem mandar o nosso agressor para o hospital e fazer dele uma vitima e passar-mos nós a ser o mau da fita e a termos problemas com a lei. Ora o que se pretende com as chamadas técnicas de defesa pessoal é termos a possibilidade de nos defendermos dominando o agressor com um mínimo de danos até a chegada das forças da lei, claro que há casos e casos, nalguns casos poderemos mesmo ter que, para nos defendermos que esquecer a redução de danos, tudo depende do grau da ameaça, mas importa reflectir sobre o seguinte:

O Karaté Jutsu de antigamente preparado para fazer frente a oponentes treinados, armados e em grupo não terá lugar nos dias de hoje a não ser talvez no Exército ou nas restantes Forças Armadas e num cenário de guerra, uma vez que visava a destruição o mais rápido possível do inimigo ou inimigos que visavam unicamente matar. O Karaté Do é hoje muito mais importante uma vez que continua a transmitir valores morais e éticos através do Dojo-Kun tal como em tempos anteriores o Bushido transmitia aos Samurais, numa sociedade moderna cada vez mais necessitada desses valores, no entanto é do Karaté desporto de que hoje se ouve mais falar e que tal como todos os outros desportos também transmite valores inerentes a qualquer outro desporto. De qualquer modo Karaté Do ou Karaté Desporto as técnicas praticadas continuam a ser potencialmente perigosas se não forem controladas, e numa situação de stress como por exemplo num assalto poderão mesmo não ser controladas, e depois o que pode acontecer é o assaltante ir parar ao hospital com uns dentes e ou costelas partidas e com todas as consequências legais para a vitima do assalto, ora é aqui que entram as técnicas de defesa pessoal ou técnicas de controlo e domínio do oponente. Isto é válido não só para o comum cidadão como para as forças de segurança uma vez que não ficaria muito bem na fotografia o detido com os dentes partidos e com os olhos negros e inchaços.

Quando essas técnicas de defesa pessoal “Soft” são executadas por pessoas treinadas durante anos,  as coisas poderão correr bem, o problema é quando se dão cursos de fim de semana a pessoas que nunca treinaram e essas depois pensam que saem de lá invenciveis quando é precisamente o contrário, a ilusão de invencibilidade é o pior dos inimigos até para individuos treinados durante anos quanto mais para “guerreiros de fim de semana”, no entanto se estes tiverem o bom senso de em casa repetirem regularmente as técnicas aprendidas poderão chegar a um nivel razoavel, devem é ter sempre presente que a maior vitória numa luta é aquela em que se evita essa luta e  por isso a técnica mais praticada nos cursos de Defesa Pessoal deveria ser o Sprint